17 maio 2006
10 pequenos prazeres passar a mão em lençol de algodão, cheiro de roupa lavada ainda molhada, passar os dedos no cabelo escovado, dormir no final da tarde de domingo, acordar depois das dez, cheiro depois do banho, aroma de café novo de manhã cedinho, flutuar na piscina, ouvir o canto de passarinhos, fumar.
10 pequenos desprazeres lavar louça com esponja nova, cheiro de mofo, segurar mãos grossas, segurar mãos suadas, acordar no meio de um sonho bom, acordar muito cedo, queda de conexão da internet, ficar menstruada, usar absorvente, cheiro de cigarro nas mãos depois de fumar.
10 pequenos desprazeres lavar louça com esponja nova, cheiro de mofo, segurar mãos grossas, segurar mãos suadas, acordar no meio de um sonho bom, acordar muito cedo, queda de conexão da internet, ficar menstruada, usar absorvente, cheiro de cigarro nas mãos depois de fumar.
26 abril 2006
" Os verbos chineses não possuem tempo. Eu também não "
Hilda Hilst
Hilda Hilst
25 abril 2006
S. enviou para mim hoje. Linda!
O SAMURAI - A QUEM PERTENCE O PRESENTE ?
Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar sua fama. Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se. Desapontados pelo fato de que o mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:
- "Como o senhor pode suportar tanta indignidade?
- Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?"
Perguntou então o Grande Samurai:
- "Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?" - "A quem tentou entregá-lo" - respondeu um dos discípulos.
- "O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos" - disse o mestre.
- "Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.
"A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, só se você permitir."
AUTOR DESCONHECIDO
22 abril 2006
Recomeçando Esse é o primeiro post. Nem precisava dizer, mas é que eu sou sempre previsível, gosto de falar do previsível porque é possível prever. O imprevisível, por assim dizer, é imprevisível.
Então deixa ele pra lá com seus problemas.
Tive que abandonar o outro blog, coisa que me dói muito, mas ele estava pra lá de infectado por algumas bactérias de contos de fadas e como essa coisa de bactéria pega, e não gosto de ficar doente, resolvi, por força maior - e até por uma questão de saúde e higiene - criar este outro. Ainda nem sei se vai funcionar, se vou gostar tanto dele quanto do outro, porque, vou te dizer, como eu me apego às coisas, cara! Mas é justamente isso o que diz um amigo, tenho que me desprender. Apego, só a mim mesma.
Então, o outro blog era assim, um diário. Um dia, alguém falou assim, com um certo desprezo, que o meu blog era "tipo um diário". E era mesmo, ô cacete! Os blogs nasceram com essa função. As outras modalidades vieram depois, como um depósito de poesias, de notícias, e um sem-número de utilidades. Cada um escreve o que quiser. Eu, por exemplo, gosto de falar de mim, dos outros, colocar músicas que dizem alguma coisa no momento, frases, fotos. Tudo bobagem muitas vezes entendida só por quem me conhece ou "vive" o meu dia-a-dia.
Então é isso.
